figital triagem
Guia do produto e da solução

Documentação
Figital Triagem

Recepção, triagem, consulta e gestão conectadas em uma jornada assistencial, presencial ou por telemedicina.

O Figital Triagem organiza o atendimento por classificação de risco e reúne registros do paciente, sinais vitais, chamadas, condutas e desfechos. O nome combina o cuidado físico na unidade com o acompanhamento digital do fluxo.

Apoio à decisão, não substituição do profissional. O motor de análise utiliza regras clínicas. A avaliação, a classificação final e a conduta são responsabilidade dos profissionais habilitados.

Perfis e responsabilidades

O acesso às telas e ações depende do perfil configurado e do contexto da unidade de saúde.

PerfilAtuação no fluxo
RecepçãoCadastra pacientes, registra a chegada, gera senhas e orienta o atendimento.
Enfermagem / triagemColeta sinais vitais, avalia o risco e realiza reavaliações clínicas.
MédicoRealiza consulta presencial ou remota e registra avaliação, conduta, prescrição e desfecho.
CoordenaçãoAcompanha a fila, os alertas e os indicadores operacionais.
AdministraçãoGerencia usuários, perfis, protocolos, unidades e locais conforme suas permissões.

Fluxos clínicos

  1. Cadastro e check-in

    A recepção identifica ou cadastra o paciente, registra o consentimento aplicável e abre o atendimento. O check-in gera a senha; a identificação física pode ser associada à pulseira.

  2. Triagem e classificação

    A enfermagem registra os sinais vitais e realiza a avaliação. As regras de análise sinalizam alterações críticas e apoiam a definição da prioridade.

  3. Espera, chamada e reavaliação

    O atendimento integra a fila por prioridade. A equipe acompanha a espera, chama o paciente para o local de atendimento e pode reavaliar sua classificação.

  4. Consulta presencial ou remota

    O médico registra anamnese, exame físico, diagnóstico, conduta e prescrição. Na telemedicina, a videochamada conecta o profissional remoto ao paciente acompanhado na UBS.

  5. Desfecho e continuidade

    Conforme a avaliação, o atendimento segue para alta, internação, transferência ou continuidade, como aguardar exames. O histórico mantém os registros da jornada.

Os fluxos devem refletir a organização assistencial e as responsabilidades definidas pela instituição. A ferramenta não determina, por conta própria, a necessidade de alta ou encaminhamento.

Classificação de risco

O projeto utiliza cinco níveis de Manchester para orientar a prioridade e o acompanhamento dos tempos de espera.

CorClassificaçãoTempo de referência
VermelhoEmergênciaImediato
LaranjaMuito urgente10 minutos
AmareloUrgente60 minutos
VerdePouco urgente120 minutos
AzulNão urgente240 minutos

Esses tempos são referências do protocolo descrito no projeto, não garantias de atendimento. A configuração deve ser validada pela governança clínica da unidade. Este conteúdo não serve para autotriagem.

Telemedicina

A consulta remota integra o fluxo assistencial existente. Um local do tipo telemedicina funciona como consultório virtual; ao chamar o paciente para esse local, o atendimento assume a modalidade remota.

  • Participantes: um médico remoto e um paciente acompanhado por um profissional presencial na UBS.
  • Comunicação: áudio e vídeo por WebRTC, com sinalização pelo hub SignalR /hubs/telemedicine.
  • Registro: o médico mantém a documentação clínica da consulta no sistema.
  • Infraestrutura: câmera, microfone, internet e permissões do navegador; em produção, acesso por HTTPS.

A configuração STUN/TURN é fornecida por GET /api/telemedicine/ice-servers. Redes que impedem conexão direta podem exigir TURN, configurado por TURN_URL, TURN_USERNAME e TURN_CREDENTIAL.

O fluxo documentado prevê dois participantes na sala. A implantação precisa observar as normas profissionais, os procedimentos de consentimento e os requisitos de privacidade da instituição.

Gestão e indicadores

O painel operacional acompanha o plantão. O dashboard de impacto permite analisar períodos e comparar a evolução do atendimento a partir dos registros disponíveis.

  • Tempo até a triagem, duração da triagem e espera até o atendimento médico.
  • Tempo de jornada entre chegada e desfecho.
  • Aderência aos tempos-alvo da prioridade atribuída.
  • Volume diário e participação dos atendimentos por telemedicina.
  • Comparação com o período anterior de mesma duração.

A interpretação depende da qualidade e da completude dos registros. Os indicadores apoiam a gestão; não representam uma promessa automática de redução de custos ou de espera.

Arquitetura da solução

A solução separa a interface web da API. O frontend consulta os serviços REST e utiliza SignalR nas funções em tempo real.

CamadaTecnologias e responsabilidade
FrontendVue 3, TypeScript e Vite; Pinia para estado, Vue Router para navegação, Axios para HTTP e Tailwind CSS para estilos.
APIASP.NET Core 10; controllers REST, autenticação, configuração, Swagger/OpenAPI e hubs SignalR.
ApplicationServiços de aplicação, DTOs, interfaces, mapeamentos e lógica dos casos de uso.
DomainEntidades e conceitos de paciente, atendimento, avaliação, sinais vitais e classificação.
InfrastructurePersistência com Entity Framework Core, contexto de dados, repositórios e inicialização do banco.

Organização do repositório

backend/
  FigitalTriagem.API/
  FigitalTriagem.Application/
  FigitalTriagem.Domain/
  FigitalTriagem.Infrastructure/
  FigitalTriagem.Tests/
frontend/
  src/views/
  src/components/
  src/services/
  src/stores/
docs/

O provedor de banco, a conexão e os serviços externos dependem da configuração do ambiente. Não presuma que as opções de desenvolvimento sejam adequadas para produção.

Referência da API

Rotas principais documentadas no projeto. Os contratos de entrada, as respostas e os requisitos de autorização devem ser consultados no Swagger da API em execução.

MétodoRotaFinalidade
GET/api/patientsListar pacientes
POST/api/patientsCadastrar paciente
POST/api/encounters/checkinAbrir atendimento
POST/api/triage/start/{id}Iniciar triagem
POST/api/triage/submit/{id}Registrar avaliação
POST/api/triage/analyze-vitalsAnalisar sinais vitais
POST/api/triage/reassess/{id}Reavaliar risco
POST/api/medicalconsultation/start/{id}Iniciar consulta
POST/api/medicalconsultation/complete/{id}Finalizar consulta
GET/api/alertsConsultar alertas
GET/api/auditConsultar auditoria
GET/api/protocol/activeConsultar protocolo ativo
GET/api/telemedicine/ice-serversConsultar configuração de conexão
GET/api/impact-dashboardConsultar indicadores por período

Segurança e LGPD

O projeto conta com autenticação, perfis de acesso, registro de consentimento e auditoria de ações. A configuração de unidades de saúde organiza o contexto operacional dos usuários.

Responsabilidades da implantação

  • Revisar permissões por função e validar o isolamento de dados e a autorização das operações.
  • Configurar HTTPS, proteção de credenciais, acesso ao banco e infraestrutura de comunicação.
  • Definir bases legais, procedimentos de consentimento, retenção, portabilidade e atendimento aos titulares.
  • Estabelecer backups, restauração, monitoramento e resposta a incidentes.

A existência desses recursos não equivale a uma certificação de conformidade com a LGPD. A adequação depende de validação técnica, jurídica e dos processos da instituição. O plano do projeto registra pendências de governança e proteção de dados.

Execução local

Para executar a aplicação, prepare o SDK .NET 10, Node.js e npm, além do banco e das variáveis exigidas pela configuração escolhida. Os comandos abaixo partem da raiz do repositório.

1. Iniciar a API

dotnet restore backend/FigitalTriagem.sln
dotnet run --project backend/FigitalTriagem.API

Confira a URL exibida pelo processo. Quando habilitado no ambiente, o Swagger fica disponível no caminho /swagger dessa API.

2. Iniciar a interface

Em outro terminal:

npm --prefix frontend install
npm --prefix frontend run dev

O script de desenvolvimento usa a porta 5173. Confirme a URL informada pelo Vite e ajuste a configuração de acesso à API conforme o ambiente.

3. Validar o build

dotnet build backend/FigitalTriagem.sln
npm --prefix frontend run build

A hotpage e esta documentação são páginas estáticas: abrem diretamente no navegador e não precisam que a API ou o frontend estejam em execução.

Antes de publicar

Revise a configuração do banco, segredos, origens permitidas, HTTPS, disponibilidade de TURN, backups e observabilidade. Os arquivos de implantação do repositório precisam ser ajustados e validados para o ambiente de destino.

Escopo e evolução

O plano de adequação registra a implementação de telemedicina, cadastro de múltiplas unidades e dashboard de impacto. Também distingue funcionalidades existentes de itens que ainda dependem de evolução e validação.

Triagem baseada em regras, não em IA

A análise atual compara sinais vitais com regras clínicas. Uma eventual camada de inteligência artificial é uma evolução distinta, que exigiria validação própria e supervisão profissional.

Contingência offline não é operação completa

O cálculo local não substitui persistência e sincronização offline. PWA, fila local e sincronização posterior aparecem como evolução planejada.

Governança de dados exige continuidade

Portabilidade, versionamento do consentimento e políticas de retenção constam no plano de evolução. A prontidão para produção deve ser avaliada no ambiente e na versão efetivamente implantados.